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24/11/2008 22:13
E então de repente tudo fica silêncio e imóvel e eu tenho vontade de voltar à realidade em que estava vivendo. De repente pareço mergulhar numa loucura absurda e já não sei mais discernir as cenas que vejo. Já não reconheço o ireal, e tudo para mim é palpável como um limão azedo.
Fico parada olhando para o espelho e sentindo escorrer pela testa um suor sofrido. O pijama me gruda à pele,e faz-me sentir meu corpo quente e o coração que ainda bate acelerado. Olho em meu redor e o silencio faz um ruído monstruoso dentro de mim. É como se o silêncio me gritasse ao ouvido tudo que eu não desejo ouvir.
Ajeito mais uma vez o travesseiro, na esperança cega de que ele me traga conforto. Recolho meus cacos espalhados na imensidão do quarto escuro, e mergulho para a escuridão que há dentro de mim. Fecho os olhos.
As mãos suam e escorregam do lençol que ainda cheira a sabão. O pijama vai desgrudando. A testa seca. Minha boca se molha de uma saliva restauradora. O coração entra num compasso com o ambiente. Abandono-me na cama, que agora, parece me abraçar.
Durmo. E a noite corre como uma criança num parque de diversões.
enviada por Bala de Goma
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